domingo, 4 de dezembro de 2011

Enunciação, Discurso, Pragmática e Semiótica

Planos de enunciação


O discurso e a história não são planos enunciativos. São as formas pelas quais Benveniste classifica os tipos de discurso. São, portanto, uma tipologia textual.


Na verdade, a distinção entre discurso e história cria o plano do enunciado (ligado à história) e o plano da enunciação (ligado ao discurso).


Na história, há relatos de eventos passados sem que haja o envolvimento do locutor. É como se os fatos narrassem a si mesmos. Os tempos verbais característicos nesse tipo de plano de enunciação são o imperfeito, mais-que-perfeito e futuro do indicativo, na 3ª pessoa (plural e singular).


No discurso, a situação é totalmente inversa: há envolvimento do locutor, instaurando-se como um EU e, concomitantemente, instaurando um TU. Esses EU e TU estão dentro de um tempo e de um espaço. A característica, nesse caso, é que os tempos verbais são o presente, pretérito perfeito, imperfeito, mais-que-perfeito e futuro do presente, na 1ª e na 2ª pessoas (singular).


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